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O caso inédito vai ter lugar na Universidade do Porto. O actual reitor, Marques dos Santos, terá um estrangeiro como adversário nas próximas eleições para o lugar. É a primeira vez que um estrangeiro recebe luz verde para concorrer ao cargo de reitor numa universidade portuguesa. O conselho geral da Universidade do Porto aprovou estes dois candidatos tendo recusado outras cinco candidaturas, todas elas de estrangeiros.

Ontem, à última hora, foi recebida mais uma candidatura ao cargo de reitor que deverá ser analisada até ao final do dia de hoje. Esta proposta é de mais um estrangeiro. O actual reitor, Marques dos Santos, terá um estrangeiro como adversário nas próximas eleições para o lugar (Paulo Ricca (arquivo)) Desta vez, o processo de abertura das candidaturas foi diferente. O anúncio publicado em jornais estrangeiros fez com que o conselho geral recebesse seis propostas de fora do país. Alguns europeus e duas propostas dos EUA (uma delas é de um brasileiro). Por cá, apesar de ter sido publicado em vários jornais nacionais, o cargo só terá despertado o interesse de um candidato, o actual reitor. Após análise, cinco das candidaturas estrangeiras foram chumbadas por, de alguma forma, não cumprirem os requisitos. Para já, a Universidade do Porto não quer avançar pormenores sobre os vários candidatos estrangeiros nem sobre as instituições de origem. Os candidatos recusados têm ainda um prazo de uma semana para recorrer da decisão do conselho geral e, assim, só no próximo dia 3 de Maio deverão ser dados a conhecer os candidatos definitivos ao cargo. Depois de homologadas as candidaturas, caberá ao Conselho Geral da Universidade do Porto, presidido por Luís Portela, escolher o próximo reitor, que a instituição pretende que tome posse em finais de Junho. No concurso, foi pedido aos candidatos que apresentassem um projecto estratégico para a universidade nos próximos quatro anos, incluindo já um orçamento geral para suportar as actividades e definindo o seu próprio ordenado. A escolha terá por base entrevistas pessoais com os candidatos. O novo órgão de supervisão da instituição, criado de acordo com um regulamento aprovado em 2009, é composto por 23 membros: 12 representantes dos professores e investigadores, quatro representantes dos estudantes, um representante do pessoal não docente e não investigador e seis personalidades não pertencentes à universidade. As novas regras « O número 3 do artigo 86.º do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, aprovado em final de 2007, diz que "podem ser eleitos reitores de uma universidade professores e investigadores da própria instituição ou de outras instituições, nacionais ou estrangeiras, de ensino universitário ou de investigação". A Universidade de Aveiro recebeu cinco candidatos estrangeiros mas foram recusados. Agora, no Porto, um estrangeiro foi aceite.

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