vendas_novasNuma altura em que 701 escolas básicas do país vão fechar, 32 delas no Alentejo, o Município de Vendas Novas, no distrito de Évora, considera insuficientes os estabelecimentos existentes no concelho e vai ter de colocar alunos em instalações provisórias. “Vamos agora abrir um centro educativo, mas não dá resposta às nossas necessidades. E mesmo as outras escolas centenárias estão esgotadas” e “sem capacidade para mais alunos”, frisou hoje à agência Lusa o presidente do município alentejano, José Figueira (CDU). Vendas Novas, explicou, aludindo ao Instituto Nacional de Estatística (INE), que registou um “aumento populacional de 19 por cento” entre 1991 e 2008, pelo que necessita “é de investimento em novas escolas”.

Na lista final das 701 escolas básicas do país que não abrem portas no ano lectivo que se avizinha, divulgada pelo Ministério da Educação (ME), constam 32 estabelecimentos no Alentejo, sendo um deles a Escola Básica N.º 2, em Vendas Novas. O anunciado fecho desta escola é encarado com “perplexidade” e “surpresa” por José Figueira, que garantiu que tal estabelecimento de ensino, apesar de contabilizado pela Direcção Regional de Educação (DRE), “não existe”. O que existe sim, contrapôs, é a Escola Básica N.º 1, com quatro salas, tendo a autarquia adquirido, “a dada altura, face ao crescimento populacional, um edifício, a cem metros de distância, para fazer o Pólo B” do estabelecimento de ensino, com mais duas salas e outras valências. “Mas este nunca foi autónomo”, argumentou, criticando o ME por aproveitar a entrada em funcionamento do novo centro educativo – que vai permitir reunir “as seis salas de aulas do 1.º ciclo que estavam dispersas, extinguindo o Pólo B, e cinco salas do pré-escolar” – para “anunciar que fecha uma escola em Vendas Novas”. O autarca reclamou que o ME “devia era cumprir com o compromisso assumido na Carta Educativa e apoiar a construção de novos centros educativos e a requalificação das escolas existentes”. “Quando propomos a requalificação de escolas não querem apoiar e, no caso do novo centro educativo, que resulta de uma candidatura de 1,9 milhões de euros, um milhão é suportado pela Câmara e os outros 900 mil euros através de fundos comunitários”, disse. Apesar de ganhar este novo centro educativo, para acolher 275 crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo, o município ainda vai ter de colocar alunos “em instalações provisórias”, através de um protocolo com o Centro Juvenil Salesiano.“Cedeu-nos um conjunto de espaços para termos turmas do 1.º ciclo e do pré-escolar e um refeitório”, precisou, explicando que o protocolo vai durar até 2012, quando deverá estar pronto outro novo centro educativo.A agência Lusa contactou a DRE do Alentejo, mas nenhum responsável prestou esclarecimentos.

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