bulO aluno da Secundária de Paredes, espancado por sete colegas, anda em tratamento médico e só regressará à escola durante a próxima semana. Entretanto, a Direcção do estabelecimento de ensino já suspendeu três alunos e apresentou queixa ao Ministério Público. Fonte da Direcção Regional da Educação do Norte (DREN), contactada pelo JN, informou que o caso está a ser resolvido pela escola que instaurou um inquérito e agiu disciplinar e judicialmente contra os alunos envolvidos.

O JN sabe que a escola já convocou a presença dos pais de todos os alunos e suspendeu três estudantes, durante cinco dias. Ontem, deveria ser entregue participação-crime no Ministério Público (MP) junto do Tribunal de Paredes. Os pais do agredido vão apresentar, também, queixa-crime contra os sete estudantes que já respondem criminalmente, por terem mais de 16 anos. Fonte da escola de Paredes estranhou a demora da formalização da queixa ao Ministério Público, por parte da Direcção, tendo em conta que a agressão ocorreu na passada quarta-feira e a denúncia ao MP surge depois de os pais do aluno se terem queixado à GNR, dois dias depois. Fonte da DREN esclareceu, também, que não foram dadas instruções à Direcção da escola para sonegar a identidade dos alunos à patrulha da GNR que ali se deslocou na passada sexta-feira. Segundo o JN apurou, um professor terá recusado, alegando ter sido ordens da DREN. Na passada quarta-feira Rui Duarte Lacerda Magalhães, de 17 foi espancado dentro da escola e no intervalo das aulas por sete colegas, sendo violentamente agredido, mesmo depois de ter caído no chão, inanimado. A agressão surgiu em retaliação pelo facto de Rui Magalhães ter dado um murro a um estudante, momentos antes, no exterior daquele estabelecimento de ensino. Transportado ao Hospital de Penafiel com a mandíbula direita fracturada, Rui Magalhães foi transferido para o Hospital de S. João, no Porto, sendo submetido a uma intervenção cirúrgica.

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