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O Estado deve apoiar as famílias que têm filhos no ensino particular e cooperativo, defende João Alvarenga reeleito presidente da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (Aeep) e que hoje tomou posse para mais três anos à frente do organismo. Nos próximos tempos a associação quer combater os estabelecimentos de ensino que não estão legalizados e, em parceria com o Governo, tirar essas instituições da clandestinidade. "A direcção da Aeep está preocupada em defender a legalidade e a qualidade.


O nosso objectivo é que se criem condições para que todos [os estabelecimentos] vejam vantagens em estar legalizados", declara João Alvarenga que desconhece o número de escolas nessa situação, mas avança que serão sobretudo creches e jardins-de-infância. A qualidade do ensino que se ministra no privado é uma preocupação contínua para a Aeep, sublinha Alvarenga. Por isso, a associação vai criar um centro de formação para professores, directores e administradores das escolas, bem como tenciona criar um sistema de avaliação externa para os colégios, independente do Estado. "Felizmente, as escolas privadas continuam com elevada procura, mas os encarregados de educação estão a duplicar esforços para conseguir pagá-las. A crise não está nos colégios, mas nas famílias que não desistem de ter os filhos no privado", alerta. É por essa razão que a Aeep defende que o Estado deve apoiar mais as famílias com filhos no privado. Se o fizer ficar-lhe-á "muito mais barato do que se essas crianças mudarem para a escola pública" porque aí o Estado terá que financiar a criança na totalidade, avalia. "Quantos mais alunos o Ministério da Educação tiver no privado menos gasta em educação". A Aeep lamenta que o Governo faça a defesa da escola pública e que, nos últimos anos tenha investido em equipamentos e recursos físicos nesses estabelecimentos. "Reconhecendo a qualidade do privado, o Governo tentou colocar nas escolas estatais algumas das nossas boas prátcias", diz ainda o programa eleitoral. João Alvarenga considera que esse investimento deveria ser feito de igual modo entre os dois sectores. "Não é suficiente fazer gaiolas douradas para ter qualidade educativa", conclui.

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