LOGO RBBB

Eventos

RBB nas Redes Sociais

facebook-logo twitter-logo delicious-logo youtube-logo

isabel_al

Ministra Isabel Alçada diz que vão aumentar os alunos com formação superior. Portugal garante que consegue reduzir casos de abandono escolar.Portugal está em condições de cumprir as metas de redução de abandono escolar e de aumento de alunos em formação superior que os ministros da Educação europeus estão hoje a definir como elementos centrais da política educativa europeia.


“Temos vindo a trabalhar desde a anterior legislatura para lançar medidas que permitam que em 2020 encaremos muito positivamente a possibilidade de cumprir estas metas”, disse em entrevista à Lusa a ministra da Educação, Isabel Alçada. Entre as medidas aplicadas em Portugal e que contribuirão para este objectivo, Isabel Alçada destaca a diversificação de vias no secundário, a formação de adultos e o envolvimento das famílias na educação e formação. Refere ainda o investimento no pré-escolar, a redução de alunos por turma em algumas zonas onde o apoio aos estudantes é mais necessário, o investimento na melhoria dos equipamentos e o plano tecnológico para a educação. “O facto de haver mais resultados desde o pré-escolar e primeiro ciclo, ao longo de todo o sistema escolar, permite reduzir o abandono e levar aos jovens e as famílias a investir e a acreditar que vale a pena continuar no sistema educativo”, disse. A governante falava à Lusa em Madrid no segundo e último dia da reunião informal dos ministros da educação da União Europeia que estão a debater, entre outras questões, a redução do abandono escolar e o aumento do número de alunos em formação superior. Além de reduzir o abandono escolar dos actuais 18 para 10 por cento, em 10 anos, os ministros analisarão ainda questões como o reforço do programa Erasmus, de mobilidade educativa, e o papel da educação e da formação na saída da crise. Pretendem ainda que o número de alunos com formação superior chegue aos 40 por cento dos jovens com idades entre os 18 e os 24 (o número está actualmente nos 30 por cento). Isabel Alçada destaca o facto de esta ser a primeira vez em que se a educação e a formação, “a mais importante das políticas sociais”, estão a ser incluídas “no centro da estratégica europeia”. Trata-se de um avanço, sublinha, numa “estratégia que reconhece que para um crescimento inteligente, inclusivo e sustentável, a educação é essencial”. “Até agora, e com base no princípio da subsidiariedade, considerava-se que deviam ser os Estados a definir as suas metas. Agora está a avançar-se para metas e para uma orientação estratégica comuns”, frisou. Ainda assim, e apesar dos debates, Isabel Alçada reconhece que ao contrário da posição portuguesa - que defende metas comuns - ainda há alguns países que consideram que “a definição quantitativa das metas deve ficar a cargo de cada país”. “Portugal não é dessa opinião. Achamos que definir essa meta comum mobiliza os países para atingir essa meta”, frisou. Cumprir estas metas obriga, segundo a ministra, a políticas integradas, que reconheçam além das questões educativas outros aspectos que condicionam o abandono escolar e, posteriormente, a permanência dos alunos na formação superior. A ministra considera que apesar da situação actual - em que há desempregados com formação superior - continua a valer a pena apostar em formação além do secundário. “A empregabilidade das pessoas com formação superior é maior, o tempo de permanência no desemprego é menor. Sabemos que estamos a passar um momento de dificuldade e que quem conclui formação não encontra imediatamente ocupação profissional, mas gradualmente haverá ajustamentos e movimentos positivos de procura”, disse. “Quanto maior é o nível educativo da população, maior é o nível de desenvolvimento”, afirmou ainda. Neste caso é importante continuar a apostar num relacionamento mais próximo entre os centros de formação e as empresas.

{backbutton}